Wednesday, October 26, 2005

Esquecimento, para já?!

Na sequência do último post do meu co-autor, fiquei algo perturbado. Uma não tão bonita crítica a uma ainda menos bonita sociedade...

Confesso que estou sem grande paciência para escrever neste escarro, sobretudo porque estou cada vez mais próximo do quinto post - e a partir desse, tudo pode acontecer.

Ao contrário do meu co-autor, as frutrações sexuais dos outros não me indignam. Divertem-me, a palhaçada do AB...Sexo ou do Fiel ou Infiel são por mim encarados, e não podiam deixar de o ser, como uma enorme piada.

Mas não vim cá falar de sexo. É um assunto demasiado sério para ser encarado como debate, suscitado por um tipo como eu, e discutido por um bando de [Punhe/Puta]nheiros (riscar o que não interessa). Vim cá para falar de esquecimentos...

Sim, todos nós procuramos esquecer algo, ou alguém. Pelas mais variadas razões, umas sérias, outras nem tanto. Outras vezes, os motivos são errados. Esquecer pessoas porque não se consegue conviver com uma pessoa, porque o que ser quer dessa pessoa é mais do que esta pretende dar, nunca é bom. Passam-se meses, apanham-se bebedeiras, dão-se umas fodas, parte-se o carro do pai, come-se a melhor amiga da melhor amiga...Enfim, tudo em nome de um objectivo comum, esquecer algo ou alguém. Que se foda, a esta hora já devem ter percebido que não me refiro a uma coisa ou situação, mas a uma pessoa. É uma situação similar a caminhar no penhasco: só duas situações podem ocorrer, a queda ou continuar erguido. A queda é a situação resultante de não se esquecer uma pessoa, tendo trabalhado para isso. É, no fundo, um fracasso, que pode ser mais ou menos profundo, consoante o grau de proximidade à pessoa que se procurou esquecer.

Então, não resultando, vale a pena esquecer?! Ou antes, vale a pena continuar a tentar esquecer? Não sei, e prefiro não pensar nisso. Mas felizmente, mesmo na maior queda, há sempre um "Red Bull". É tudo o que preciso, um "Red Bull"...

Até breve, ao som de Metallica...

Tuesday, October 25, 2005

Um autêntico escarro

1.oo da manhã. Desgraçadamente, o aparelho televisivo encontra-se ligado, e a emitir merda. Muita merda. Muito mais que aquela que alguma vez será cagada neste blog. Telefonemas. A minha vida chegou a um ponto absurdamente tão idiota, que neste momento (não me perguntem porquê), impus-me a mim mesmo o suplício de aturar telefonemas de gajas a queixarem-se dos namorados não lhe darem orgasmos à 200 anos, outros a dizerem que as putas deles se lubrificam demasiado... é a decadência total, e sem nível. É angustiante!!! O pretenso programa de educação sexual ensina os putos (porque as putas não precisam) e as miúdas a sacarem bicos, cunnilingus, e todo um género de depravações inomináveis. Só falta começarem a ensinar que é normal os rapazes enfiarem pilas nos cús uns dos outros, para que eu tenha a familiar sensação de que estaremos em mais uma vulgar sessão do processo Casa Pia.

Gostaria de manter a minha insanidade mental salvaguardada destas merdices, em que pessoas feias, carentes, impotentes e frígidas vêm para a praça pública expor os pormenores mais sórdidos das suas miseráveis existência. Sinceramente: eu estou há três anos a chupar no dedo, e não ando aí a chatear os outros com as minhas merdas. Limito-me a bater a competente punheta, e fica o assunto resolvido. É decadente, mas é uma decadência que fica em privado.

Outro telefonema: não há sexo anal por causa de hemorródas. FODA-SE!!! Querem resolver os vossos problemas, façam-no de forma séria! Não andem a enriquecer uma estação miserável (que, de resto, é, também ela, um autêntico escarro) e a dar-lhe audiências com as vossas cartas de merda para a Maria, que na minha adolescência já me deram mais gargalhadas que muitos charros que fumei, ou que as defesas do Ricardo. Agora, a única inspiração que me dão é escrever artigos do género destes. E descarregar as minhas frustrações, de uma forma positiva, apesar de tudo.

Outro telefonema: quando a gaja se mete por cima dele, dói-lhe. Às vezes magoa, e é preciso ter cuidado. CHEGA!!! A minha integridade intelectual e a minha inteligência imploram-me que acabe com esta agressão! Acabou-se. Não está dita toda a merda que eu devia dizer, mas que se foda. Vou dar paz a mim mesmo.

Vou-me embora, mas voltarei. E espero que para a próxima consiga ser mais reles e nojento que o tema abordado. Porque desta vez falhei.

Friday, October 21, 2005

Nota excessivamente optimista sobre os deveres conjugais

O Código Civil português define, no artigo 1577º, o casamento como "o contrato celebrado entre duas pessoas de sexo diferente que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida, nos termos das disposições deste Código". Daqui, importa, por agora, ressalvar apenas que o casamento surge definido legalmente como um contrato. Esta ideia acompanhará toda a exposição.

Bom, segundo a doutrina civilística portuguesa, o contrato é o acordo vinculativo assente sobre duas ou mais declarações de vontade, contrapostas, mas harmonizáveis entre si, que visam estabelecer a regulação de interesses. Esta noção parece bastante razoável e deve ser tida por pacífica.

Nem toda a doutrina que se debruça sobre o casamento o considera como um contrato, mas apenas como um acto jurídico stricto sensu. Segundo estes, ao casamento falta uma das características inerentes à ideia de um contrato: falta a liberdade de estipulação, isto é, de definição do conteúdo do contrato, na medida em que este se encontra minuciosamente estabelecido na lei. Um contrato exige liberdade de celebração e liberdade de estipulação. Em bom rigor, não existindo liberdade de estipulação, haverá apenas um acto de casamento.

Não é esta a posição da lei. E, deste modo, nos termos da presunção de que o legislador consagrou, na lei, as soluções mais acertadas e que se soube expressar correctamente, estabelecida no artigo 9º/3 do Código Civil, devemos entender que se trata, efectivamente, de um contrato.

Assim, o contrato de casamento reger-se-á pelas normas especiais que lhe devam ser aplicadas. Ou seja, as de Direito Matrimonial. O casamento pressupõe um dever conjugal de coabitação, o qual por sua vez abrange várias formas de coabitação. Para o que nos interessa, atenho-me na comunhão de leito, ou o dever de ter relações sexuais como forma de prosseguir uma vida em comum. Assim, há um dever de ter relações sexuais com o cônjuge. É um dever contratual.

Assim, a violação deste dever consubstancia um incumprimento do contrato de casamento. É aqui que surge o problema. O art. 1779º/1 dispõe que um cônjuge pode requerer a dissolução do casamento se o outro violar culposamente os deveres conjugais.

Eu defendo que isto é uma norma especial, mas que não afasta a possibilidade de aplicação das regras gerais sobre o cumprimento e incumprimento dos contratos, constantes do Direito das Obrigações. Aliás, esta norma do art. 1779º/1 deve ser aplicada apenas se já não houver interesse na subsitência do vínculo contratual matrimonial.

Mas e se o cônjuge lesado ainda tiver interesse na manutenção do casamento e consequente cumprimento, pelo outro cônjuge, do dever de coabitação na sua acepção de comunhão de leito?

Bom, eu, sendo único na doutrina, defendo que, in casu, poderá ser aplicado o mecanismo da execução específica. Proponho que o gajo cuja mulher não abra as pernas e que ainda tenha interesse na manutenção do casamento e em poder dar umas valentes quecas à mulher (sobretudo, se for boa), possa exigir, judicialmente, que esta abra as pernas. Isto é, aliás, pio e justo...Pode parecer machista, lesivo do direito à auto-determinação sexual e muito pouco jurídico. Mas não. É bastante jurídico! O casamento é um contrato e os múltiplos deveres de que se compõe um contrato devem ser pontualmente cumpridos. Não o sendo, mas tendo o cônjuge lesado interesse na manutenção do vínculo matrimonial, deve poder o lesado servir-se do mecanismo coactivo de cumprimento das obrigações. Nada mais pio e justo.

Aliás, a Justiça é a "perpétua e constante vontade de dar a cada um o que é devido". Assim, só se pede que se há um dever de abrir as pernas se cumpra esse dever. A possibilidade de se dissolver o casamento por violação de deveres conjugais incentiva ao incumprimento desse dever.

Sinceramente, defendo isto. A Teresa Caeiro bem podia ser minha mulher...

Thursday, October 20, 2005

Penso que penso

...E passo a vida a pensar. Não vale a pena. Cansei-me d pensar, só. A partir de agora, e juntamente com o Agent Provocateur, vou começar a meter ca para fora toda a merda que povoa o meu cérebro.

A começar pelo ambiente pútrido, decadente e mesquinho verificado em certos recantos de instituições que muitos asseguram serem as melhores do país, na sua categoria. No entanto, é reconfortante verificar que o nivel cultural (quando não o de instrução) de muitos dos habitantes deste peculiar ecossistema é simplesmente miserável. Desde individuos que não sabem escrever, a outros que se limitam a saber apenas aquilo que marram e mais nada, etc.

Mas a mim o que me atormenta nem são estes pequenos defeitos, desculpáveis, aliás, estamos em Portugal. O que me choca é o imenso vazio intelectual, o facto de andar toda a gente armada em batalhões de marrõezinhos de ar merdoso, ansiosos para acabarem depressa estes 5 anos em que um gajo é enrabado sem apelo nem agravo por todos aqueles que de uma forma nojenta podem dispor do nosso destino, para depois se tornarem filhos da puta ainda piores, para foderem com igual ou superior intensidade os que virao depois deles. Escusado sera dizer que esses serao, ou recalcados sexuais, ou paneleiros não assumidos (afinal, acaba por ser tudo a mesma merda)

Há ainda algo que me dá cabo da sanidade mental, e que se chama futilidade. Existe tanta, num espaço geográfico tão pequeno, que me chego a perguntar se tudo isto não é surreal. A começar pela invasão do Colégio da Barra: estou certo que o número de pessoas que lá existem é, certamente, superior ao número de neurónios. Muitos serão alvo de disputas pelo poder: é interessante (e ao mesmo tempo degradante) observar a prática de caça aos votos. É de salutar, no entanto, a grande coerência, e integridade moral de alguns movimentos de inspiração cívica, com o MCOM(vai) à cabeça.

Digo tudo isto porque "i´m just an ordinary guy with nothing to lose", e portanto, digo o que eu quiser, assim como o Agent Provocateur também será livre de dar cabo da dignidade, do bom nome, e da honra de quem ele quiser, bem como de devassar livremente a vida privada de quem quer que seja.

Por agora fico-me por aqui. Mas voltarei para expor tudo o que é nojento. Sem merdas.

Uma devida apresentação

Bem (sei que não se começa um texto assim, mas que se foda, a língua portuguesa é dinâmica e encontra-se em constante evolução, pelo que não tenho que me reger por aquilo que dizem alguns pretensos mestres da escrita), o objectivo deste blog é ser cáustico e dizer toda a merda que nos vai na alma...Estranhamente, é demasiada a merda que me vai na alma! Não obstante, vou dizê-la não porque ache que tenha um dever moral de o fazer mas porque, simplesmente, é essa a minha vontade.

Já tive vários blogs; nenhum dos quais foi além do quinto post. Porquê?! Primeiro, não tenho paciência para escrever. Segundo, tenho muito pouco a dizer. Terceiro, não encaro os blogs como diários na internet. Sinceramente, não vejo qual o interesse de fazer um "querido diário" na net ( apesar de conceber um "diário querido"). Bom, a razão pela qual eu e o jackal fazemos isto é pelo prazer de gritar "o rei vai nu". Já o fazemos todos os dias. Mas convenhamos, a inexistência de um juízo de censura ao dizer isto na net é reconfortante. O sentimento de impunidade é o móbil do criminoso.

Não contem com merdas de posts pessoais. Não, não viremos dizer que nos queremos matar, que as namoradas nos encornaram, nem merdas dessas! Foda-se, quem está à espera disso compre a Maria, a Ana, ou a Mariana. (A minha empregada recomenda a Mariana - suponho que, pela junção dos dois nomes, a merda seja em dose dupla!)

No fundo, somos uns meros observadores da vida, talvez marcados por algum pessimismo, mas, caralhos fecundem a vagina da Cicciolina, a vida não está para brincadeiras.

É chegado o momento em que me apresento. É, aliás, pio e justo que o faça! Sou um aristocrata decadente. De boas famílias, mui católicas e beatas, saí, pelo contrário, um debochado e herege. Move-me uma ideia de que a imbecilidade que impera nos dias de hoje é a causa da nossa desgraça colectiva. Não me insurgir publicamente contra isso seria apoiar a mediocridade reinante, pois afinal, como bem me lembrou o jackal, o artigo 218º do Código Civil português lá diz "o silêncio vale como declaração negocial". O silêncio é conformismo. Prefiro gritar: há merda e ela está ali. Confesso que a ideia de comer a merda e calar é algo que sempre me afligiu. Há quem goste. Mas com o mal dos outros...

Enfim, não vivemos num Mundo Perfeito, como gostaria que fosse. Mas vivemos e temos de viver. Mais vale lutar por este lodaçal, que não lutar. "Não podemos ter o Céu, mas teremos sempre Las Vegas" (curiosamente, uma óptima frase para se dizer a uma gaja)

Termo a cú(o)

Destina-se o presente blog a dar a perfeita noção da realidade, por muito que isso doa a quem quer que seja. Vamos ser implacáveis, nem que para isso tenhamos que ser reles e nojentos (seremos). A todos vós que sereis visados, digo-vos que temam desde já o que aqui for dito, pois nada nem ninguém nos parará. Diremos o que nos der na real gana.